Neste ambiente de prostração em que nos deixámos enredar, nesta envolvente de desanimo geral há várias mensagens que escapam à onda derrotista que nos invade.
Há uma mensagem tremendamente positiva que gostaria de enfatizar neste espaço: é possível recuperar empresas;
É possível recuperar empresas em Portugal, com gestores e colaboradores portugueses e apesar de todos os constrangimentos legais, sociais e outros inerentes à envolvente portuguesa.
É possível fazê-lo se ainda estivermos em tempo i.e., se ainda houver uma estratégia possível de viabilidade, se houver um gestor que assuma a necessidade e tenha a capacidade de encetar a mudança, que desenhe e proponha um plano de recuperação e que consiga ganhar o envolvimento dos accionistas, dos trabalhadores e dos credores.
É possível recuperar / dar-a-volta a empresas em situações extremas!
Aproveitando o contexto da época natalícia que vivemos, gostaria de sublinhar que a recuperação de uma empresa não é um problema dos outros.
Recuperar uma empresa, fazê-la evoluir de níveis sub-óptimos de criação de valor ou, até mesmo de situações de destruição de valor, para níveis de desempenho similares aos do seu sector de actividade, é uma questão que respeita a todos os participantes da empresa.
Há que ter uma atitude, de “generosidade para com a empresa (…) De facto, apoiar a empresa – seja em que circunstância for, mas principalmente – em situações de enorme dificuldade, é um acto de auto-preservação, de inteligência e de sentido prático, antes mesmo de ser um acto de altruísmo.
Bem elucidativo disto é o facto de, como vimos, os Turnarounds das “empresas em situações extremas se caracterizarem com um empenho adicional dos colaboradores.” [1]
Aliás e ainda sob o signo da generosidade própria desta época natalícia, permitam-me a ousadia de juntar algum humor a esta mensagem: há uns dias num almoço com um amigo especialmente criativo, a propósito do lançamento do livro “Como recuperar empresas em dificuldades”, chegámos àquilo que poderia ser um slogan de lançamento do livro nesta época de Natal, o slogan seria:
"pelo sim, pelo não, ofereça-o ao seu patrão!"
Mais a sério, complemento hoje este slogan com um: “Ofereça-o ao seu patrão, dizendo que está atento e empenhado na melhoria do desempenho da sua empresa.
Um Feliz Natal a todos e que acreditem e façam para que 2011 seja bem melhor que 2010, numa palavra, que seja EXCELENTE!
[1] In Ferreira do Ó, Rogério (2010), Como recuperar empresas em dificuldades: Bnomics.